
Château Tertre Roteboeuf 1985
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Estoque na propriedade – Disponibilidade a partir de 20 de março de 2026
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Avaliação e classificação
Descrição
Notas de Prova e Sugestões de Serviço para Château Tertre Roteboeuf 1985
Prova
Cor
A cor revela um tom rubi claro com um bordo pálido, refletindo a evolução do vinho, mantendo ao mesmo tempo uma bela limpidez.
Nariz
O nariz cativa pela sua pureza e complexidade. Abre com aromas de pequenas cerejas vermelhas, kirsch e pétalas de rosa, complementados por notas minerais. Com a aeração, o bouquet evolui para nuances mais profundas, revelando toques medicinais e uma suavidade encantadora que atestam a maturidade do vinho.
Boca
Na boca, o vinho encanta pelo seu notável equilíbrio e por uma textura aveludada que desliza graciosamente pelo palato. Frescura e suavidade entrelaçam-se harmoniosamente, sustentadas por taninos finos e bem integrados. A fruta mantém-se presente e vibrante, oferecendo uma concentração impressionante sem peso. O final distingue-se pela sua extensão e persistência, com uma frescura que permanece agradavelmente.
Harmonização Gastronómica
Este Château Tertre Roteboeuf 1985 harmoniza na perfeição com carnes vermelhas finas, como rosbife ou borrego braseado. Combina também elegantemente com preparações de caça e pratos com cogumelos silvestres e trufas. Queijos curados de pasta dura são igualmente uma excelente opção.
Serviço e Guarda
Este vinho é melhor apreciado à temperatura de 15 a 16°C. A decantação não é necessária, dada a idade do vinho; é preferível deixá-lo abrir suavemente no copo durante cerca de dez minutos. Château Tertre Roteboeuf 1985 atingiu a maturidade ideal e pode ser apreciado desde já.
A finesse e o equilíbrio de um vinho de Saint-Émilion
A propriedade
Localizado em Saint-Laurent-des-Combes, dentro da denominação Saint-Émilion, Château Tertre Roteboeuf estende-se por 6 hectares de vinhas em encosta, em taludes argilo-calcários virados a sul/sudeste. Assumida no final da década de 1970 por François Mitjavile, que hoje gere a propriedade com a sua esposa Émilie, a casa destaca-se pela sua abordagem artesanal à viticultura: condução muito baixa da vinha, enrelvamento, vindima manual tardia, fermentação sem adição de leveduras e estágio prolongado em barricas novas de carvalho—revelando a expressão mais conseguida dos vinhos de encosta de Bordeaux.
A vinha
A vinha de Château Tertre Roteboeuf beneficia de um enquadramento privilegiado na vertente sul de Saint-Émilion, em Saint-Laurent-des-Combes. As parcelas desenham-se como um anfiteatro ao longo de encostas viradas a sul–sudeste, assegurando uma exposição solar ideal. O terroir assenta em solos argilo-calcários típicos da denominação, conferindo aos vinhos uma estrutura mineral distinta. As vinhas, com mais de quarenta anos aquando da colheita de 1985, são trabalhadas segundo uma filosofia respeitadora que privilegia rendimentos naturalmente baixos e a vindima no ponto ótimo de maturação.
A colheita
A colheita de 1985 em Bordeaux começou com um inverno rigoroso e uma primavera fresca, atrasando o ciclo vegetativo. Junho trouxe condições mais favoráveis, seguido de um julho quente e húmido que acelerou o desenvolvimento da vinha. Agosto manteve-se relativamente fresco, mas setembro revelou-se decisivo, com um período de tempo seco e calor intenso que permitiu uma maturação excecional. Estas condições favoreceram particularmente a Merlot, a casta dominante em Tertre Roteboeuf, produzindo uvas de notável concentração e qualidade.
Vinificação e estágio
Château Tertre Roteboeuf 1985 marcou um ponto de viragem na história da propriedade, sendo a primeira colheita a beneficiar de estágio em barricas novas de carvalho francês. Nesse ano, François Mitjavile introduziu 50% de barricas novas, uma inovação que contribuiu para a complexidade e estrutura do vinho. A fermentação decorreu em cubas de betão, com temperaturas de fermentação elevadas e recurso a leveduras indígenas. A maceração prolongada permitiu uma extração ideal de compostos aromáticos e tânicos. O estágio prosseguiu durante cerca de vinte e dois meses em barrica, com trasfegas regulares que favoreceram uma integração harmoniosa da madeira e a evolução do vinho.
Castas
Merlot (80%)
Cabernet franc (20%)

