Descubra a nossa seleção de grandes vinhos da Borgonha propostos en primeur das colheitas de 2025 e 2024, provenientes diretamente das propriedades.
En Primeur 2025 por região da Borgonha
En Primeur 2025 nos vinhedos de Chablis
O inverno de 2024-2025 foi generoso em precipitação, repondo as reservas hídricas que as colheitas secas anteriores haviam esgotado. Uma primavera amena e precoce desencadeou um abrolhamento uniforme a partir do início de abril. As vinhas despertaram rapidamente e em excelentes condições.
O verão foi intenso, com duas ondas de calor em junho e depois em agosto, levando as temperaturas a níveis raramente registados. Chablis suportou as condições melhor do que os seus vizinhos do sul: os seus solos kimmeridgianos atenuaram o stress hídrico, e as noites frescas preservaram o equilíbrio da maturação.
As vindimas começaram já na terceira semana de agosto, marcando uma das colheitas mais precoces da década. As chuvas do final de agosto foram absorvidas sem impacto notável no estado sanitário das uvas. No entanto, foi necessária vigilância face aos primeiros focos de botrytis no final da campanha.
Os rendimentos são mais animadores do que na Côte d'Or. Os vinhos revelam uma assinatura profundamente distintiva: salinidade incisiva, citrinos vibrantes, acidez cinzelada sobre um pano de fundo de mineralidade kimmeridgiana. Vinhos de Chablis retos e precisos, feitos para envelhecer.
A colheita de 2025 na Côte d'Or
A Côte d'Or viveu uma colheita de contrastes. Embora a primavera se tenha revelado favorável, com uma floração rápida e uniforme, também provocou desavinho nos Chardonnays — uma explicação precoce para os rendimentos modestos que se seguiram. Os dois picos de calor em junho e agosto, com máximas de 38 °C, acentuaram as perdas consoante o setor.
As vindimas começaram a partir de meados de agosto, organizadas em duas fases em torno das chuvas do final do mês. Mas a triagem rigorosa realizada nas adegas fez o seu trabalho: os mostos levados à sala de vinificação apresentavam excelente estado sanitário e teores alcoólicos moderados.
Os brancos da Côte de Beaune confirmam o perfil esperado: flores brancas, bela textura e um final tenso. Em Meursault, Puligny ou Chassagne, o fio condutor é a precisão. O estágio em barrica revela vinhos retos e equilibrados.
Os tintos da Côte de Nuits e da Côte de Beaune oferecem aromas de frutos vermelhos frescos (framboesa, ginja, groselha) sustentados por taninos finos e sedosos. Vinhos refinados cujo potencial de envelhecimento está fora de dúvida.
En Primeur 2025 na Côte Chalonnaise e no Mâconnais
O Mâconnais atravessou um início de campanha mais difícil. A humidade de maio-junho favoreceu uma forte pressão de míldio nos setores de Saint-Véran e Pouilly-Fuissé. Granizadas muito localizadas, mas virulentas, deixaram a sua marca. As ondas de calor sucessivas acentuaram depois as perdas nas vinhas menos bem expostas.
Na Côte Chalonnaise, o termómetro roçou os 35,8 °C no final de junho. A dupla onda de calor acelerou a maturação, estreitando a janela de vindima e obrigando os viticultores a uma reatividade impecável. As chuvas do final de agosto desempenharam um papel salvador, permitindo que as parcelas mais tardias completassem a sua maturação em boas condições.
Os vinhos destas duas zonas distinguem-se verdadeiramente. Os Chardonnays do Mâconnais e da Côte Chalonnaise revelam perfis generosos e sedosos, em que os aromas de pêssego maduro, pera e frutos de polpa branca se expressam com elegância, sustentados por uma bela tensão.
Perguntas frequentes
O que são vinhos en primeur?
Os vinhos en primeur são vinhos adquiridos antes do seu engarrafamento final, enquanto ainda estão a estagiar na adega. Para compreender melhor este sistema e as suas especificidades, consulte a nossa página dedicada: "O que são vinhos en primeur?".
Quando decorre a campanha En Primeur na Borgonha?
A campanha En Primeur da Borgonha realiza-se todos os anos na primavera seguinte às vindimas, geralmente apenas alguns meses após a colheita. É nessa altura que as propriedades disponibilizam as suas alocações, frequentemente em quantidades muito limitadas.
Quais são as propriedades e denominações da Borgonha mais frequentemente propostas en primeur?
As denominações mais procuradas em en primeur abrangem um amplo espetro da hierarquia borgonhesa. Entre as casas mais emblemáticas que recorrem a este sistema encontram-se, nomeadamente, Louis Jadot, Louis Latour, Simonnet-Febvre, Au Pied du Mont Chauve, Château de Marsannay, Domaine A.F. Gros, Domaine Faiveley, bem como Domaine Guffens-Heynen.
Quando serão entregues os vinhos?
Os seus vinhos serão entregues após o seu engarrafamento na propriedade, geralmente entre o final de 2027 e o início de 2028, consoante as propriedades. Ao longo do período de estágio, os vinhos são cuidadosamente conservados nas adegas das propriedades. A Millésima recebe-os depois nos seus armazéns antes de os enviar diretamente para si, nas melhores condições possíveis.
Porquê comprar En Primeur?
Comprar en primeur é uma oportunidade rara: permite adquirir os vinhos e as colheitas mais cobiçados enquanto ainda estão a estagiar em barrica. É a forma ideal de aceder a grandes vinhos antes do seu engarrafamento e do seu lançamento oficial no mercado, frequentemente em condições vantajosas.
Vinhos En Primeur da Borgonha em 2024: uma colheita marcada por desafios climáticos
A colheita de 2024 na Borgonha afirma-se como uma das mais complexas da década. Os vinhedos borgonheses tiveram de enfrentar uma sucessão de contratempos climáticos que afetaram fortemente os rendimentos, oferecendo, ainda assim, perspetivas qualitativas interessantes.
A colheita de 2024 nos vinhedos de Chablis
O ano de 2024 ficará gravado na memória dos viticultores de Chablis como particularmente difícil no plano climático. A região enfrentou condições meteorológicas desfavoráveis: geadas primaveris sobre os jovens rebentos, seguidas de granizo e depois de chuvas intensas na primavera e no início do verão. Estas condições favoreceram o míldio, que afetou muitas parcelas.
As vindimas começaram na semana de 23 de setembro de 2024, com uma vigilância acrescida na triagem das uvas. Embora as condições meteorológicas tenham reduzido significativamente os volumes colhidos, os bagos apresentam, ainda assim, qualidades aromáticas promissoras.
Os vinhos de Chablis de 2024 revelam uma expressão aromática pronunciada, dominada por notas frescas de citrinos. Esta frescura característica anuncia um estilo de grande pureza, conjugando vivacidade, tensão e mineralidade assertiva, deixando entrever um belo potencial de envelhecimento.
En Primeur 2024 na Côte d'Or
Em 2024, a Côte d'Or viveu condições meteorológicas contrastantes que influenciaram fortemente o desenvolvimento da vinha. Após um episódio de calor intenso, os períodos chuvosos favoreceram o aparecimento de doenças. Estas alternâncias extremas exigiram uma vigilância constante por parte dos viticultores para preservar o estado sanitário das parcelas e otimizar a maturação das uvas em condições por vezes complexas.
As vindimas começaram a 2 de setembro, com a colheita das parcelas de Pinot Noir e Chardonnay destinadas ao Crémant de Bourgogne. A colheita para os vinhos tranquilos prosseguiu a partir de 12 de setembro, sob um sol generoso, permitindo aguardar a maturação ideal de cada parcela.
Para os vinhos brancos da Côte d'Or, a colheita de 2024 afigura-se promissora, marcada por uma bela tensão e por uma mineralidade assertiva. Os Chardonnays vindimados apresentam equilíbrios subtis entre frescura e concentração aromática, prefigurando vinhos simultaneamente vibrantes e estruturados. Podemos, assim, esperar brancos expressivos, sustentados por uma frescura elegante, emblemática dos grandes terroirs da Borgonha.
Do lado dos tintos, os vinhos en primeur 2024 deverão oferecer cuvées elegantes, talvez menos potentes do que algumas colheitas recentes marcadas pelo sol, mas com uma bela finura aromática. Isto aponta para um perfil de vinho equilibrado, em que a frescura do fruto se harmoniza com uma estrutura tânica bem integrada.
A colheita de 2024 na Côte d'Or caracteriza-se por uma certa heterogeneidade, refletindo os microclimas e a exposição variável aos contratempos climáticos. Esta diversidade exige vinificações adaptadas a cada lote e promete, assim, uma bela diversidade de expressões.
A colheita de 2024 na Côte Chalonnaise e no Mâconnais
Em 2024, os vinhedos da Côte Chalonnaise e do Mâconnais tiveram de enfrentar condições climáticas difíceis. No Mâconnais em particular, as granizadas atingiram severamente certas zonas, danificando uma parte significativa do vinhedo. Estes fenómenos meteorológicos, somados aos restantes desafios climáticos do ano, tornaram a produção particularmente exigente para os viticultores.
As vindimas de 2024 começaram no Mâconnais já no início de setembro, nomeadamente para as uvas destinadas ao Crémant de Bourgogne, com um arranque oficial por volta de 3 de setembro. Na Côte Chalonnaise, a colheita manteve-se em linha com a média, ilustrando uma boa resiliência face às condições climáticas. Inversamente, o Mâconnais registou uma quebra de produção mais acentuada.
Os vinhos brancos deverão apresentar um perfil aromático expressivo, marcado por notas de citrinos e de frutos de polpa branca. A tensão e a mineralidade afiguram-se como os traços dominantes da colheita, com vinhos certamente mais vibrantes e menos opulentos do que os dos anos anteriores.
Para os tintos da Côte Chalonnaise, a colheita de 2024 deverá oferecer cuvées equilibradas. O clima fresco ao longo do ano favoreceu a produção de vinhos moderadamente alcoólicos, sustentados por taninos sedosos e por uma expressão aromática centrada nos frutos vermelhos, revelando uma bela frescura.