Vinous
Stephen Tanzer
Vermelho brilhante de intensidade média-escura. Aromas reservados, porém muito puros, de cereja, frutos negros, alcaçuz, mato almiscarado e minerais salgados; parece mais maduro e menos apimentado que o 2013, com um toque lembrando Cabernet. Denso, mas fresco na entrada, depois maravilhosamente sedoso, suculento e de grão fino no meio de boca, exibindo grande vivacidade e elevação, além de um topo de pétala de rosa que ainda não aparece no 2015. Ainda há bastante reserva “medicinal” aqui, mas é um salto de finesse em relação a 2013, com pós-gosto nitidamente mais longo e sutil. Termina com taninos muito finos, que saturam a língua, e um leve estalo de frutas vermelhas e pretas pungentes, minerais e terra. Há um corpo incipiente, mas o vinho ainda está juvenilmente comprimido e mais salgado do que doce. Seu equilíbrio e finesse, porém, o tornam fácil de provar hoje. Aeração prolongada trouxe uma textura ainda mais sedosa e um delicioso toque de Pinot, com frutos vermelhos, pétala de rosa e minerais, e até um leve traço de laranja‑sanguínea. Obviamente ainda muito jovem, mas o vinho me pareceu um pouco mais maleável do que logo após o engarrafamento. Também é difícil acreditar que um vinho tão estiloso pudesse ter sido produzido aqui sob o antigo regime. (13,2% de álcool; pH 3,45; acidez 3,75 g/l; 33 h/ha)