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Château Léoville Las Cases 1993
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Descrição
Características e sugestões de prova do Château Léoville Las Cases 1993
Prova
Aspeto
Esta colheita impressiona pelo seu aspeto notavelmente jovem. Apresenta uma cor profunda, com um núcleo rubi e subtis reflexos atijolados no rebordo.
Nariz
O bouquet é de um classicismo exemplar. Abre com aromas de fruta preta madura, como a groselha-preta, entrelaçados com notas de grafite, tabaco louro e especiarias. Com o arejamento, apontamentos de chocolate negro, cereja, menta e delicadas nuances florais acrescentam complexidade, sublinhados por um toque herbáceo muito ligeiro e refrescante.
Boca
O ataque revela uma textura elegante e harmoniosa. A boca exibe uma estrutura séria, com taninos que se mantêm firmes, mas bem integrados. Embora menos potente do que nos anos excecionais, este vinho oferece um belo equilíbrio e um final de persistência muito respeitável.
Harmonização gastronómica
Este vinho acompanha na perfeição costeletas de borrego grelhadas. Harmoniza igualmente muito bem com carnes vermelhas clássicas, como rosbife ou costeletão de novilho, bem como com pratos de caça de pelo.
Serviço e guarda
Para apreciar plenamente o Château Léoville Las Cases 1993, sirva-o a uma temperatura de 16 a 18 °C, em copos grandes do tipo Bordeaux. Recomenda-se um arejamento moderado de 20 a 30 minutos, sem exceder os 90 minutos, antes do serviço. Este vinho encontra-se atualmente numa excelente fase de consumo e pode ser apreciado desde já.
A elegância clássica de um grande vinho de Saint-Julien
A propriedade
Embora a história vitícola das suas terras remonte a 1638, o Château Léoville Las Cases foi oficialmente fundado em 1840, na sequência da divisão do antigo Domaine de Léoville. Situado na região de Bordéus, este 2ème Grand Cru Classé estende-se por quase 98 hectares. Frequentemente descrito como um “super second” pela sua capacidade de rivalizar com os Premiers Crus, o château distingue-se por uma rara continuidade familiar. Atualmente, é dirigido por Jean-Hubert Delon, que preserva a excelência e a independência desta propriedade emblemática.
A vinha
O coração da propriedade, dedicado ao grand vin, é o Grand Clos, uma vinha murada de 55 a 60 hectares situada na denominação Saint-Julien. Contíguo ao Château Latour, este terroir excecional domina o estuário do Gironda. É composto por cascalho quaternário assente em subsolos areno-cascalhentos e argilosos. O estuário atua como regulador térmico, protegendo as videiras da geada e favorecendo uma maturação precoce. Com uma idade média de 52 anos, as videiras estão plantadas com uma elevada densidade de 8600 pés por hectare, o que limita naturalmente os rendimentos.
A colheita
1993 foi um ano difícil, com condições meteorológicas menos propícias a uma concentração extrema. Ainda assim, graças ao microclima protetor do estuário e à excelente drenagem dos solos, as uvas alcançaram uma maturação fenólica satisfatória, preservando a frescura e o estilo clássico da propriedade.
Vinificação e estágio
Após a vindima manual e uma triagem rigorosa, os bagos são transferidos para as cubas por gravidade. O Château Léoville Las Cases 1993 fermentou em cubas de madeira, seguindo-se a fermentação malolática em cuba. Os lotes são elaborados antes de o vinho passar para barrica, para que não sejam influenciados pela madeira. O vinho estagia depois cerca de 18 meses em barricas de carvalho francês, até 90% das quais novas.
Castas
O Grand Clos está plantado com Cabernet Sauvignon (61%), Merlot (21%) e Cabernet Franc (16%), complementados por uma proporção muito reduzida de Petit Verdot.



