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Moët & Chandon : Grand Vintage 2009
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Descrição
Características e notas de prova do Moët & Chandon Grand Vintage 2009
Prova
Aspeto
O vinho apresenta uma cor entre o dourado-pálido e o dourado-claro, com subtis reflexos esverdeados. A bolha, fina e persistente, testemunha o prolongado estágio sobre borras.
Nariz
O nariz revela grande riqueza aromática, com fruta de pomar madura, sobretudo maçã e pera, a par de notas cítricas de limão e lima. À medida que o vinho se abre, surge um subtil toque fumado. O bouquet evolui progressivamente para aromas de biscoito doce, baunilha e brioche tostado, realçados por nuances de amêndoa torrada e sésamo.
Boca
Na boca, este Champagne seduz pela generosidade e pela textura sedosa. O ataque revela uma bela amplitude, seguido de um meio de boca rico, com sabores de maçã madura, pera suculenta, damasco e pêssego, sustentados pela mineralidade calcária típica do terroir de Champagne. A dosagem moderada de 5 gramas por litro confere ao vinho um carácter gastronómico, realçando o equilíbrio entre a fruta madura e uma frescura acidulada. O final destaca-se pela vivacidade e pela notável persistência, com notas prolongadas de citrinos e mineralidade, avivadas por um ligeiro amargor e por uma delicada estrutura tânica proveniente do Pinot Noir.
Harmonização gastronómica
O Grand Vintage 2009 harmoniza-se na perfeição com peixe e marisco, em especial ostras, vieiras e pratos de lavagante levemente cozinhado. É também um parceiro elegante para sushi, sashimi e ceviche. Este Champagne é a combinação ideal para aves com molho de natas, como a poularde à la crème, e acompanha maravilhosamente queijos curados, como o Comté ou o Gruyère. À sobremesa, opte por tartes de fruta ou por delicada pastelaria à base de amêndoa.
Serviço e guarda
O Grand Vintage 2009 deve ser servido idealmente entre 8 e 10 °C. Este Champagne possui um excelente potencial de envelhecimento e pode ser guardado em cave durante vários anos, embora já proporcione hoje um prazer de prova excecional.
Um Champagne millésimé generoso e equilibrado
A Casa
Fundada em 1743 por Claude Moët em Épernay, a Moët & Chandon pertence ao grupo LVMH desde 1987. É presidida por Sibylle Scherer, sendo Benoît Gouez o chefe de cave desde 2005. Com 1190 a 1300 hectares de vinha, dos quais 50% classificados como grand cru e 25% como premier cru, a Moët & Chandon detém o maior património vitícola de Champagne. A Casa é igualmente reconhecida pelos seus 28 quilómetros de caves subterrâneas escavadas no giz, as mais extensas da região.
A vinha
O Grand Vintage 2009 provém das cinco grandes zonas de Champagne: a Montagne de Reims, a Côte des Blancs, a Vallée de la Marne, Sézanne e a Aube. As vinhas beneficiam dos solos de calcário e de giz típicos da região, que absorvem o calor durante o dia e o libertam à noite, favorecendo um belo equilíbrio entre a acidez e o açúcar das uvas. O Pinot Noir e o Pinot Meunier desta cuvée provêm das vinhas próprias da Casa, nomeadamente nas prestigiadas aldeias de Aÿ e Hautvillers, reconhecidas pela finura dos seus taninos.
A colheita
O ciclo vegetativo de 2009 começou com um inverno excecionalmente frio, seguido de uma primavera amena que estimulou o crescimento da videira. As condições foram irregulares no início do verão, mas agosto e setembro trouxeram sol generoso e calor constante, garantindo um excelente estado sanitário das uvas e uma maturação rápida. A vindima começou a 8 de setembro de 2009 e deu origem a uvas com elevado teor de açúcar e uma acidez macia. O mosto atingiu um grau alcoólico provável de 10,3%, com uma acidez de 7,5 gramas por litro. Esta combinação de maturação e acidez delicada define este ano quente, que favoreceu a produção de vinhos ricos e generosos.
Vinificação e estágio
O Grand Vintage 2009 estagiou durante sete anos sobre borras antes da degola, realizada em janeiro de 2017. Esta maturação prolongada desenvolve a complexidade aromática e a textura sedosa características dos grandes Champagnes millésimés. A dosagem final de 5 gramas por litro confere a esta cuvée o seu perfil Extra Brut, privilegiando a pureza de expressão e a harmonização gastronómica. A Casa recorre ainda a leveduras próprias desenvolvidas na década de 1960, que contribuem para as notas tostadas e minerais distintivas do estilo Moët & Chandon.
Castas
Pinot Noir (50%)
Chardonnay (36%)
Pinot Meunier (14%)






