Robert Parker
Luis Gutiérrez
O Único 2014 foi produzido com uvas de 40 hectares de vinhas selecionadas entre os 210 hectares que a propriedade possui. As uvas foram colhidas entre 20 de setembro e 3 de outubro, e o lote foi de 94% Tinto Fino e 6% Cabernet Sauvignon. Fermentou em cubas de carvalho com leveduras indígenas, com a malolática em inox. A primeira parte do envelhecimento foi em barricas de 225 litros e a segunda em cubas de carvalho de 20.000 litros, e o élevage dura 10 anos, entre madeira e garrafa. É um ano que combina potência e elegância; é concentrado, mas com subtileza. Há um ano tive a oportunidade única de prová-lo em magnum e fiquei realmente impressionado. Esta prova confirmou essas sensações. 2014 foi um bom ano na região, com boas chuvas e uma grande colheita, não tão potente quanto 2012 ou 2015, mas um ano de finesse. O vinho mostra-se muito equilibrado, com menor teor alcoólico e madeira integrada, crocante, fresco e ainda jovem. Tem um perfil bastante clássico; é de estrutura fina, elegante, mas também potente, mais próximo dos Único de antigamente. Tem de ser um dos melhores anos dos tempos recentes. Tem 14% de álcool, pH de 3,85 e cinco gramas de acidez, medida em ácido tartárico por litro de vinho. Uma das maiores produções de Único: foram produzidas 104.606 garrafas, 3.612 magnums, 356 double magnums, 50 imperials e cinco Salmanazars. Foi engarrafado em junho de 2020. Parece que os anos terminados em quatro — 1994, 2004, 2014 (mas não 84, que não foi produzido) — são muito bons aqui. Vamos ter de esperar para ver como será 2024.