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Niepoort : Redoma Branco Reserva 2024
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Descrição
Características e notas de prova do Redoma Branco "Reserva" 2024 da Niepoort
Prova
Cor
O vinho revela uma bela tonalidade dourada com reflexos esverdeados.
Nariz
O bouquet abre-se com notas delicadas de flores brancas e ervas frescas, evoluindo para subtis nuances de citrinos e limão. Revela ainda uma bela complexidade aromática marcada por aromas de frutos de pomar, avelã, pederneira e ligeiros toques de baunilha.
Boca
Com um corpo médio a encorpado, a boca oferece uma textura cremosa no centro, mantendo simultaneamente um carácter vivo e incisivo. Desenrola sabores persistentes de frutos verdes e frutos de caroço, acompanhados por notas de avelã e toques salinos. O conjunto é realçado por uma mineralidade pronunciada, típica do seu terroir, trazendo uma sensação salina que evoca a água do mar no final de boca.
Harmonizações gastronómicas
Este grande vinho branco harmoniza maravilhosamente com carnes brancas, aves assadas ou em molhos cremosos, bem como com pratos à base de porco, como a alentejana. Acompanha igualmente na perfeição os produtos do mar: ostras, mariscos crus, lagosta com manteiga de limão, peixes fumados ou ainda ricos ensopados de peixe e cataplanas de marisco.
Serviço e guarda
Para apreciar plenamente a complexidade deste vinho, é aconselhável decantá-lo cerca de trinta minutos antes de servir. A temperatura ideal de prova situa-se entre os 10 e os 13 °C, de forma a preservar a sua frescura revelando ao mesmo tempo a sua paleta aromática.
A expressão mineral e elegante de um grande vinho branco do Douro pela Niepoort
A propriedade
Fundada em 1842, a Casa Niepoort é uma figura histórica da viticultura portuguesa. Inicialmente reconhecida pelos seus vinhos do Porto, esta marca familiar reinventou-se sob a liderança do seu actual proprietário, Dirk van der Niepoort, representante da quinta geração. Sediada em Vila Nova de Gaia, com vinhas enraizadas na região do Douro (e, mais amplamente, na área geográfica do Duriense), a propriedade destaca-se hoje pela sua abordagem de mínima intervenção e pela viticultura sustentável. Distingue-se na produção de vinhos de mesa de renome internacional, que reflectem fielmente a autenticidade dos seus terroirs.
A vinha
As uvas provêm de vinhas velhas, com idades entre os 30 e os 80 anos, situadas na margem direita do rio Douro. Plantadas em altitude, entre os 400 e os 600 metros, este terroir caracteriza-se por solos de xisto micáceo e por condições climáticas exigentes, com amplitudes térmicas significativas entre o dia e a noite. Estes elementos favorecem uma bela concentração aromática, preservando ao mesmo tempo a acidez natural dos bagos. O trabalho na vinha inscreve-se numa abordagem sustentável, com vindima manual seguida de uma rigorosa selecção feita directamente na parcela.
Vinificação e estágio
O processo começa com uma prensagem suave seguida de uma decantação de 24 horas sem maceração pelicular. A fermentação inicia-se espontaneamente graças a leveduras indígenas em barricas de carvalho francês de 228 e 500 litros. O estágio prossegue nestes mesmos recipientes durante nove meses, sobre borras finas e sem bâtonnage, com fermentação maloláctica parcial. Esta cuvée excepcional é o resultado de uma selecção meticulosa, realizada às cegas todos os anos, barrica a barrica.
Castas
Este vinho do Duriense é elaborado a partir de um lote de castas brancas autóctones, entre as quais Rabigato, Códega do Larinho, Viosinho, Donzelinho e Gouveio.






