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Niepoort : Redoma Branco 2025
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Descrição
Características e notas de prova do Niepoort Redoma Branco 2025
Prova
Nariz
O bouquet revela-se com finesse e delicadeza. Desvenda aromas de citrinos, pera e ervas frescas, realçados por uma subtil nota de avelã. O conjunto assenta numa espinha dorsal mineral fortemente marcada, privilegiando a elegância em detrimento da concentração.
Boca
O ataque oferece uma estrutura fina e seca, sustentada por uma acidez vibrante que confere tensão e precisão. O meio de boca apresenta um volume contido, de médio a encorpado, graças ao estágio sobre borras finas. O final, texturado e evocador de frutos de caroço, prolonga-se numa excelente acidez, em notas salinas e numa pegada quase especiada.
Harmonização
Graças à sua mineralidade e frescura, este vinho branco harmoniza-se idealmente com mariscos crus, como ostras e vieiras, bem como com ceviches ou peixes brancos preparados com simplicidade. A sua estrutura permite-lhe também valorizar pratos mais ricos: mariscos em molho de natas, caldeiradas de peixe, carne de porco à alentejana, ou carnes brancas como frango assado ou escalopes de vitela com citrinos.
Serviço e guarda
Dotado de uma fina estrutura ácida e salina, este vinho foi concebido para envelhecer. Possui um considerável potencial de guarda, o que faz dele um vinho de investimento para o futuro, destinado a desenvolver grande complexidade ao longo dos anos, mais do que a ser apreciado na sua juventude.
A elegância mineral de um grande vinho branco do Douro pela Niepoort
A casa
Fundada em 1842 pelo holandês Franciscus Marius van der Niepoort, a casa familiar Niepoort está historicamente sediada em Vila Nova de Gaia, junto ao Porto. Inicialmente comerciante de Vinho do Porto, esta marca emblemática deu uma viragem decisiva em 1987, sob o impulso de Dirk Niepoort (quinta geração), com a aquisição das suas próprias vinhas. Hoje liderada por Dirk e pelo seu filho Daniel, esta casa portuguesa destaca-se na região do Douro (e, mais amplamente, sob a denominação Duriense) pela sua bem-sucedida transição para vinhos tranquilos de excelência, defendendo simultaneamente uma viticultura sustentável e uma abordagem de vinificação minimamente intervencionista.
A vinha
As uvas provêm da margem direita do rio Douro, em parcelas de altitude situadas entre os 400 e os 600 metros. Este terroir excecional distingue-se pelos seus solos de xisto micáceo, que conferem uma mineralidade e salinidade únicas. As vinhas, algumas das quais atingem os 80 anos de idade, beneficiam de amplitudes térmicas significativas entre o dia e a noite. A casa aplica métodos de cultivo certificados como biológicos, biodinâmicos e veganos, fomentando um ecossistema natural equilibrado, isento de quaisquer fertilizantes ou pesticidas de síntese.
Vinificação e estágio
Fiel a uma filosofia de intervenção mínima, a vinificação começa com uma rigorosa seleção dos cachos. Após uma prensagem suave, o mosto passa por uma decantação natural a frio durante cerca de 24 horas. A fermentação inicia-se espontaneamente com leveduras indígenas, em barricas de carvalho francês de 228 e 500 litros. Este vinho Duriense estagia depois sobre as borras finas durante cerca de nove meses, com fermentação malolática parcial. A ausência deliberada de bâtonnage contribui para preservar toda a frescura e vivacidade do vinho.
Castas
Este lote põe em evidência castas autóctones tradicionais: Rabigato, Códega do Larinho, Viosinho e Larinho dominam. São complementadas por toques de Donzelinho, Gouveio e Arinto.






