Robert Parker Wine Advocate
Mark Squires
O 2011 Barca Velha, a mais recente edição deste vinho de lançamento tardio, é um lote de 45% Touriga Franca, 35% Touriga Nacional, 10% Tinta Roriz e 10% Tinto Cão. Estagiou cerca de 18 meses em carvalho francês. Teor alcoólico: 14,7%. O preço tende a ser ditado pelo mercado (embora rondasse os 250 euros no clube de vinhos do produtor), sendo que os preços de tabela pouco têm a ver com o que acontece. Já ouvi falar de retalhistas a pedirem 800 euros por garrafa, o que é francamente ridículo.
Ainda assim, é um vinho muito bom. Com o lançamento tardio, ganhou alguma maturidade e equilíbrio. Em 2011 mostra um perfil claramente mais escuro e mais quente do que, por exemplo, em 2008. Mas tem um final lindo, sabores maduros e taninos que equilibram o vinho em vez de o dominar, pelo menos com um pouco de ar. Continua com bastante garra tânica, mas já não assusta. Também adorei os toques de cereja e chocolate. É impressionante e muito sério, mas está longe de ser perfeito. Para um 2011 robusto, está bem equilibrado, mas a fineza não é o seu cartão de visita. Se provarem este 2011 ao lado do 2008, podem perguntar-se se é realmente o mesmo vinho. Questões de estilos de colheita.
Se vale o dinheiro, fica ao seu critério. Infelizmente, com os vinhos de culto, a conversa acaba sempre aí. A maioria tem bom desempenho, mas muitas vezes é difícil justificar os preços face a outros vinhos que também se destacam por muito menos.